quarta-feira, 18 de setembro de 2013

VALE O RISCO?


Na hora de empreender, de iniciar uma nova trajetória, costuma-se fazer uma projeção dos riscos possíveis. Calcula-se a probabilidade de prejuízo, de dano ou custo. Gráficos são produzidos com cores vivas que demonstrem a necessidade de medidas preventivas.
Riscos pessoais também são sempre pesados. Mesmo que por um segundo antes do mergulho derradeiro. Quem assume o perigo, já tem calculado em si a taxa de sucesso que pensa obter. A não ser que seja um Kamikaze. Um suicida que não tem responsabilidade consigo ou com o que há por vir. 
Arriscar é coisa de gente corajosa ou doida. Ou se tem coragem ou se despenca na loucura. As pessoas medianas sempre optarão pela garantia do medíocre. No entanto, se olharem com mais atenção, verão que não há como se garantir coisa alguma. Se concreto for, perecerá com o tempo. Se de elementos abstratos se quer assegurar, mais ainda se perde. 
Nada se compra, nada se segura. Viver é o grande risco. Não há como calcular a duração de um amor, um sentimento mais profundo. Nas paixões, todos baseiam o limite de dois anos ou menos. 
Por isso, apesar de todo o bom senso, há sempre a hora de se arriscar ou não. Fazer valer a pena. Subir na montanha russa com a sensação de valer a queda. Assumir todas as possibilidades. Riscar as garantias. Se for pra valer, de verdade, todo sentido será recompensado. 

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

PRECISAMOS CONVERSAR


Quem já não sentiu um calafrio ao ouvir a frase Precisamos conversar? É como um alarme disparado em alto e bom som. Não, nem o som é bom. É um tilintar em cristal já partido. É o desafinar de vozes que já se agridem. 
Diálogo é a solução. Pelo menos, é o que escutamos desde o berço. Sem conversa, não tem jeito, tudo fica no ar, engano e dor. Esclarecer os pontos de vista e conhecer os obstáculos existentes ainda parece ser a melhor tática. 
Então, o parceiro chama para uma conversa. Por alguma razão, você desvia do momento crucial. Deixa o tempo passar para ver se aquela ameaça some no ar. Quem sabe tudo desapareça sem necessidade da tal conversa? Mas não passa e a hora chega. 
Mais sensato seria ouvir o que o outro tem a dizer e não sair concluindo tudo com pedras na mão e formando outras nos rins. Olhar com interesse para as dúvidas apresentadas, desenhar mapas se preciso for para se chegar a um ponto comum. Sair da mesmice do não querer fazer nada para mudar. Tem que mudar sim, o tempo todo. Caso contrário, cria limo. 
Aceitar a verdade alheia não configura na mais fácil das missões. O que não casa com o seu entendimento sempre fará coçar como um desapontamento. Onde está a perfeição que eu antes encontrava aqui? Aquela sintonia que mais parecia telepatia? 
Agora, temos de conversar. Falar e falar de algo que incomoda a um dos dois, talvez a ambos. O pior é quando não se sabe qual é o problema, só que há um problema. A famosa DR, discussão da relação, acontece quando necessário ou quando a paciência acabou de vez? Acho que precisamos sentar e conversar sobre isso.